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Whatsapp acusa NSO Group de espionagem aos seus utilizadores

06 de Maio de 2020  

As acusações de espionagem pelo NSO Group ganham novo capítulo, após empresa de Mark Zuckerger ingressar com acção

O Facebook, proprietário do Whatsapp, ingressou na Justiça contra a companhia de segurança cibernética israelense, NSO Group. Em documentos judiciais, a empresa de Mark Zuckerberg alega que o NSO Group usou um servidor administrado pelo provedor de hospedagem QuadraNet, mais de 700 vezes, para direccionar o malware Pegasus para dispositivos de utilizadores do WhatsApp entre abril e maio de 2019. O processo iniciado em abril de 2020 é o mais recente de uma conhecida batalha travada contra a companhia de segurança cibernética israelense. A empresa de vigilância também é acusada de ter usado um servidor da Amazon nos EUA. Quer saber mais informações sobre o caso? Acompanhe-nos no artigo de hoje do blog da Velonet.

ENTENDA AS ALEGAÇÕES

A acção movida contra a NSO Group diz que o grupo se aproveitou de uma brecha no sistema de chamada de vídeo do WhatsApp para atacar telemóveis e instalar o programa espião (Pegasus) nos aparelhos vulneráveis.

A acção se confirmada viola a Lei de Fraude e Abuso de Computadores dos Estados Unidos. O processo contrapõe alegações da companhia de vigilância de que não opera nos EUA e que seu malware não consegue invadir telemóveis em território americano. A acusação também questiona as afirmações da empresa israelense de que presta serviços somente para governos.

O processo é o mais recente de uma batalha iniciada quando o WhatsApp processou o NSO Group por supostamente ter espionado advogados e jornalistas de direitos humanos. Além do processo do Facebook, o malware da empresa é apontada como o responsável pelo ataque ao telemóvel do CEO da Amazon, Jeff Bezos. O malware Pegasus consegue activar o microfone e a câmara do celular, além de invadir mensagens e obter dados de localização sem que a vítima perceba.

DESDOBRAMENTOS

A falha em questão foi corrigida em maio de 2019, quando o WhatsApp divulgou um alerta a orientar a atualização do aplicativos aos seus utilizadores.

Na acção, o WhatsApp pede que a NSO Group seja proibida de acessar o seu sistema e demais serviços do Facebook, além de cobrar uma indenização contra os israelenses.